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quarta-feira, 24 de maio de 2017

SEXTO DIA


pernas entre pernas
 o  meu sexo 
em afoito beijo___beija o delírio d'água
na foz do teu corpo.





imagem: Bruno Steimbach Silva



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

URGÊNCIA



Urgência

de todo teu amor
____o meu corpo tem urgência!
Quero a proximidade obscena 
e a nudez dos nossos corpos feito cachoeira
misturando águas
decompondo a luz do teu olhar
dentro do meu
Quero o gozo das tuas carnes
na encantação de ser assim:
tão meu




terça-feira, 19 de julho de 2016

DELÍRIO

 Delírio

( ! ) era vermelha a luz 
sobre a tua nudez  
e o grito das minhas entranhas
me percorria a pele
ardendo a tua solidão
dentro de mim...
...para sempre dentro de mim




 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

SEM DIZER QUE NÃO

Sem Dizer Que Não
 
Pode parecer que não
mas me devora, a tua mão.
Açoita minha alma
me vira pelo avesso
sou só o começo
do que mora em mim
( ! ) Sou fêmea no cio
animal em pura sanha
manha que não tem fim
ai de mim... que em toda manhã
 sou assim____ só o prazer de ser mulher
sem ser razão
sem dizer que não____e perder o chão
e me fazer tesão
e desfalecer em gozo
na tua mão 


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

CRIATURA E CRIADOR



Criatura e Criador

Eu sou a Lua
não há timidez na minha claridade

Eu sou a Lua!

Mudo a  pele em cada fase lunar
mas a essência se resguarda nas entranhas
na carne e
no sangue vermelho e denso
tão doce aos teus lábios
como o beijo da rosa mística.

Eu sou a Rosa e a Lua!

A rosa que se abre rubra, 
encarnada
expondo o mistério e o enigma da lua /alma

Sou sua rosa/lua

Sou o espelho que te reflete nu
sou as pétalas que recebem o teu falo
e os estigmas da tua pele como dádivas da criação

Sou tua sombra
o eclipse da tua alma e a minha
a alquimia do teu sêmen espargido
e a divindade do teu gozo - sou!

Eu sou a Lua,
a parte que te pertence
e te guarda a eternidade das memórias
no cálice da unidade.  


(para Odur)



imagem: Roberto Ferri


sábado, 26 de dezembro de 2015

SENSAÇÕES


SENSAÇÕES

________e do silêncio brotou a voz!
E toda sua significância acercou-se da alma ,
e a ouvi-la, despiu-se dos pudores
e estando nua permitiu-se ao toque.

Alma e voz uniram-se
e a manifestação do Sagrado se deu
através do gozo.

Voz/alma/homem e sua temporalidade
reverenciaram a deusa mulher
e seus primitivos desejos
ora carnais, ora espirituais.

A profanação do templo/corpo
primeiramente pelos olhos
dá a alma todos os meandros da voz
e as benesses que a mesma almeja.

Vibrações sensoriais
sofreguidão
tremores
êxtase
gozo



(Para Odur)

domingo, 20 de dezembro de 2015

CONVERSANDO COM ALICE - O PARAÍSO


Conversando com Alice

O Paraíso

[...] Alice precisava livra-se daquele calor que lhe queimava as coxas. Precisava livrar-se daquela sensação latejante e úmida que fazia seu corpo arder por dentro da calcinha. Então vai até o rio - a água fria seria a sua salvação. Alice fora criada pele avó e duas tias solteironas que passavam os dias rezando o terço e maldizendo os desejos da carne.

Alice vivia entre o céu e o inferno. Era a presença do pecado aliciando os seus pensamentos e ela muitas vezes cedia aos tormento da carne enquanto  olhava os bois e os cavalos com seus pênis enormes fazendo-os desaparecer dentro da vagina das vacas e das éguas. Ficava horas olhando e depois, à noite, quando todos estavam dormindo, ela ainda pensava nas vacas e nas éguas e em suas vaginas vermelhas. Então, se tocava por cima da calcinha até sentir a carne tremer em convulsão e depois adormecia atormentada pelo pecado e o medo do inferno.

Na beira do rio,  Alice tirou os sapatos e caminhou lentamente, sentiu a água lambendo suas coxas e esfriando o desejo da carne.Alice fechou os olhos e respirou fundo tentando acalmar-se. Então o silêncio foi quebrado. Alice abre os olhos assustada e reconhece Alcides caminhando pela margem do rio, vindo em sua direção. 
Alcides sempre visitava as tias de Alice, fazendo pequenos consertos na casa, no gerador, na bomba de água. Ela percebia a forma como ele a olhava. Alcides não falou nenhuma palavra, apenas se aproximou e olhou para ela. 
Segurou a sua mão e a levou para onde a água era mais rasa. Então, ajoelhou-se diante de Alice e suspende o vestido e com a mão em conha traz água pra molhar as coxas de Alice, ela fecha os olhos e permite aquele contato das mãos e da água em sua pele. 
Alcides, acaricia demoradamente as pernas  molhadas e lentamente sobe em direção da calcinha molhada, que deixava ver um pouco dos segredos de Alice - sua vulva. 

Com dedos ágeis ele puxa a  calcinha para o lado e lentamente faz com o dedo deslize pelos lábios da vagina de Alice, ela desperta do torpor e tenta fugir, mas Alcides a segura pela mão, levantando-se e então fala em seu ouvido: "Vou fazer bem gostoso" e dizendo isso, passa a língua pela orelha de Alice. Ela treme e se deixa neste abandono. 

Alcides beija-lhe demoradamente o pescoço e a orelha enquanto a mão desce insinuando-se por dentro da calcinha de Alice, e seus dedos passeiam entre os lábios da vagina fazendo-a tremer e afastar um pouco as pernas. Alcides sentindo o movimento, ajoelha-se diante de Alice e beija o monte de vênus coberto de pelos negros e macios.

Então ele faz com que Alice deite na areia úmida e diz em seu ouvido: " Fecha os olhos, eu vou fazer bem gostoso. Não vai doer!" e lentamente puxa a calcinha para o lado e com o dedo, vai alisando os lábios e buscando o clitóris em movimentos de polegar e indicador, ora apertando ora alisando. Alice geme e se retorce mantendo os olhos fechados ouve o rumor da correnteza, o mugidos dos bois e os pássaros.

Ela pensa em gritar quando sente Alcides tirar sua calcinha e abrir suas pernas. Esta em brasas. Alice se lembra das vacas e das éguas, das vaginas enormes e dos pênis sendo engolidos por elas. Alice estremece quando sente os lábios de Alcides tocando a sua vulva e a língua passeando livre e atrevida entre os lábios e sugando-os e depois a mesma língua penetrando sua vagina faz com que Alice vire um bicho uivando e gemendo e corcoveando igual as éguas no cio. 

Alcides aproveita e busca o clitóris e suga demoradamente sorvendo cada gota do néctar de Alice. Ela balbucia palavras desconexas sobre o céu e o inferno, sobre o pecado e sobre os pássaros bicando os seus olhos para que não consiga encontra o caminho para o céu. 

Ela está no céu e no inferno e abre as pernas e segura a cabeça de Alcides  e esfrega a vulva molhada e inchada e oferece o clitóris para que Alcides morda e chupe e faça nascer mais água de dentro da sua vagina. Alice goza intensamente na boca de Alcides. Então, ele se levanta e vai embora. Alice permanece ali, ouvido o rio, o vento, os bois mugindo ao longe, os pássaros. Tudo está calmo agora e os bois estão chegando, Alice se levanta, veste a calcinha molhada e vai para casa.


(com Odur)


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

SIMPLES MORTAIS


 Simples Mortais

me joga no chão
me rasga
me estupra com sua poesia
latejante e ferina 
qual navalha de dois gumes...
estripa-me
as vísceras___ o útero invaginado
escoa o meu sangue aos teus pés
enquanto recitas os teus versos de sal
___ sou mulher!
O teu falo me penetra
me faz um gozo onde o negrume da noite
embota o olhar de quem não goza
nem finge gozar
Vem, rasga a carne que se debate
sob o peso da tua poesia
ante o gozo iminente preso no teu olhar
seja parte dessa alquimia
antes que a luz do dia
nos transforme em simples mortais


sábado, 8 de agosto de 2015

MULHER


Mulher

Eu sou Aquela que você não vê
___a que caminha sobre a Água e sobre o Fogo
e não teme o Vento que levanta as ondas
nem os Raios que acordam os medos
.
Sou a Hora dos dos teus Delírios
e dos teus Anseios de mais querer ____ sou endiabrado Ser que te persegue
Mulher de Ouro e Prata 
de Fogo e gema preciosa____ sempre nas mãos os cabelos
à tecer o teu destino 
(emaranhado, enovelado) preso no tear dos
fios e dos cílios de olhares enviesados
.
Eu sou a boca que te sorri
sou a Redenção da pele em Espasmo
sou a metade da tua Sombra e o Sal
do teu suor
.
Eu sou o Sono que espera o Sonho 
sou o Caminho dos teus Pés
Sou o Tempo ante o tempo que te persegue




domingo, 3 de maio de 2015

ARREPIO


__________ e quem disse que a noite termina
assim,
sem um beijo?!
sem a tua língua passear o céu da minha boca
contando as minhas estrelas
cadentes / cedentes / querentes de mais você?!
quem disse?!
que o meu desejo adormeceu
que as minhas pernas amoleceram
e a minha pele, hum?! Arrepiou?!
acenda a luz da lua
coloca uma musica
faz de novo____ eu só sua?!